
"Se viver é a maior escola, a vida é a grande sala de aula, na qual se aprende a qualquer momento, em qualquer lugar e, muitas vezes, com qualquer pessoa." (Desconheço a autor)
Olha só gente o que eu ganhei de uma amiga que tem um blog.ela ganhou e passou pra outras pessoas que ela considera que tem um blog assim.desta forma quero agradecer e passar para alguns blogs que eu amo muito.que pena que sao apenas 5.aproveitem e façam uma visita para prestigia-los.bjs e OBRIGADA SANDY
http://www.sapinhocolorido.blogspot.com/
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ANJO NEGRO
Os meninos da Terra são muito estranhos. Eles julgam os anjos pela cor. Gabriel, quando desceu a Terra, sabia disso e se precaveu. Sabia que iria sofrer esse preconceito e cada amiguinho iria querer vê-lo de uma forma. Se fosse preciso ele transformaria seu corpo com sua energia de anjo. Logo que chegou a Terra, uma menina percebeu sua presença. Percebeu também que ele não tinha cor. Seu corpinho era lindo. Seu rosto, suas asas, tudo transparente. Uma transparência maravilhosa. Ela olhou para ele e disse:
-Acho que é um anjo. É sim, um anjinho, mas não deve ser dos bons, se fosse seria vermelho e se fosse vermelho acharia minha boneca.
O anjinho mentalizou, vibrou, pôs energia na sua vontade e se tornou vermelho. Encontrou a boneca da menina. Despediu-se e seguiu seu caminho.
Depois de muito voar, encontrou um menino que disse:
- É um anjo. Mas anjo vermelho eu nunca vi. Bem que poderia ser um anjo verde, anjo da esperança. Então ele iria tirar minha pipa de cima daquela árvore.
O anjinho mais uma vez vibrou e tornou-se verde. Voou até a árvore e libertou a pipa do menino. Achou que aquela cor estava um tanto estranha mas seguiu seu caminho. Voou mais um pouco e novamente encontrou outro menino. Esse olhou para ele com olhos de quem não estava acreditando e falou:
- Que anjo estranho. Talvez seja dessa cor para confundir-se com a mata. Não é feio, mas eu gostaria de um anjo azul... da cor do céu. Sendo azul, ele poderia entrar naquele canal e pegar minha bola que caiu lá dentro.
O anjinho mentalizou a cor azul, um azul muito bonito da cor do céu e no mesmo instante lá estava ele azul e com a bola debaixo da asa. O menino, muito educado, agradeceu ao anjo Foi então que o anjo ouviu um chorinho. Era uma menina. Seu irmão tentando consolá-la disse:
- Não chore, olha, é um anjo.
Com os olhos ainda cheios de lágrimas, ela respondeu:
- Ainda que fosse um anjo preto, eu acreditaria que minha mãe está no céu. O homem mau falou que negro não entra no céu porque anjo é loirinho de olhos azuis.
O anjo comoveu-se ao perceber que o menino negro e sua irmãzinha eram órfãos. Não poderia trazer de volta aquela mulher como fez com a boneca, a pipa e a bola mas naquele momento, ele pôs toda sua energia na vontade de ser preto e se tornou o anjo negro. Para sempre... O anjo de todos os Meninos que sofrem o preconceito da cor.
MENINA BONITA DO LAÇO DE FITA
(Ana Maria Machado)
Era uma vez uma menina linda, linda.
Os olhos pareciam duas azeitonas pretas brilhantes, os cabelos enroladinhos e bem negros.
Apele era escura e lustrosa, que nem o pelo da pantera negra na chuva.
Ainda por cima, a mãe gostava de fazer trancinhas no cabelo dela e enfeitar com laços de fita coloridas. Ela ficava parecendo uma princesa das terras da áfrica, ou uma fada do Reino do Luar.
E, havia um coelho bem branquinho, com olhos vermelhos e focinho nervoso sempre tremelicando. O coelho achava a menina a pessoa mais linda que ele tinha visto na vida.
E pensava:
- Ah, quando eu casar quero ter uma filha pretinha e linda que nem ela...
Por isso, um dia ele foi até a casa da menina e perguntou:
- Menina bonita do laço de fita, qual é o teu segredo para ser tão pretinha?
A menina não sabia, mas inventou:
- Ah deve ser porque eu caí na tinta preta quando era pequenina...
O coelho saiu dali, procurou uma lata de tinta preta e tomou banho nela. Ficou bem negro, todo contente. Mas aí veio uma chuva e lavou todo aquele pretume, ele ficou branco outra vez.
Então ele voltou lá na casa da menina e perguntou outra vez:
- Menina bonita do laço de fita, qual é o seu segredo para ser tão pretinha?
A menina não sabia, mas inventou:
- Ah, deve ser porque eu tomei muito café quando era pequenina.
O coelho saiu dali e tomou tanto café que perdeu o sono e passou a noite toda fazendo xixi. Mas não ficou nada preto.
- Menina bonita do laço de fita, qual o teu segredo para ser tão pretinha?
A menina não sabia, mas inventou:
- Ah, deve ser porque eu comi muita jabuticaba quando era pequenina.
O coelho saiu dali e se empanturrou de jabuticaba até ficar pesadão, sem conseguir sair do lugar. O máximo que conseguiu foi fazer muito cocozinho preto e redondo feito jabuticaba. Mas não ficou nada preto.
Então ele voltou lá na casa da menina e perguntou outra vez:
- Menina bonita do laço de fita, qual é teu segredo pra ser tão pretinha?
A menina não sabia e... Já ia inventando outra coisa, uma história de feijoada, quando a mãe dela que era uma mulata linda e risonha, resolveu se meter e disse:
- Artes de uma avó preta que ela tinha...
Aí o coelho, que era bobinho, mas nem tanto, viu que a mãe da menina devia estar mesmo dizendo a verdade, porque a gente se parece sempre é com os pais, os tios, os avós e até com os parentes tortos.
E se ele queria ter uma filha pretinha e linda que nem a menina, tinha era que procurar uma coelha preta para casar.
Não precisou procurar muito. Logo encontrou uma coelhinha escura como a noite, que achava aquele coelho branco uma graça.
Foram namorando, casando e tiveram uma ninhada de filhotes, que coelho quando desanda a ter filhote não para mais! Tinha coelhos de todas as cores: branco, branco malhado de preto, preto malhado de branco e até uma coelha bem pretinha. Já se sabe, afilhada da tal menina bonita que morava na casa ao lado.
E quando a coelhinha saía de laço colorido no pescoço sempre encontrava alguém que perguntava:
- Coelha bonita do laço de fita, qual é o teu segredo para ser tão pretinha?
E ela respondia:
- Conselhos da mãe da minha madrinha...

"Se viver é a maior escola, a vida é a grande sala de aula, na qual se aprende a qualquer momento, em qualquer lugar e, muitas vezes, com qualquer pessoa." (Desconheço a autor)
Lendas Africanas
O TAMBOR AFRICANO
CONTO POPULAR DA GUINÉ-BISSAU – Dizem na Guiné que a primeira viagem à Lua foi feita pelo Macaquinho de nariz branco. Segundo dizem, certo dia, os macaquinhos de nariz branco resolveram fazer uma viagem à Lua a fim de traze-la para a Terra. Após tanto tentar subir, sem nenhum sucesso, um deles, dizem que o menor, teve a idéia de subirem uns por cima dos outros, até que um deles conseguiu chegar à Lua. Porém, a pilha de macacos desmoronou e todos caíram, menos o menor, que ficou pendurado na Lua. Esta lhe deu a mão e o ajudou a subir. A Lua gostou tanto dele que lhe ofereceu, como regalo, um tamborinho. O macaquinho foi ficando por lá, até que começou a sentir saudades de casa e resolveu pedir à Lua que o deixasse voltar. A lua o amarrou ao tamborinho para descê-lo pela corda, pedindo a ele que não tocasse antes de chegar à Terra e, assim que chegasse, tocasse bem forte para que ela cortasse o fio. O Macaquinho foi descendo feliz da vida, mas na metade do caminho, não resistiu e tocou o tamborinho. Ao ouvir o som do tambor a Lua pensou que o Macaquinho houvesse chegado à Terra e cortou a corda. O Macaquinho caiu e, antes de morrer, ainda pode dizer a uma moça que o encontrou, que aquilo que ele tinha era um tamborinho, que deveria ser entregue aos homens do seu país. A moça foi logo contar a todos sobre o ocorrido. Vieram pessoas de todo o país e, naquela terra africana, ouviam-se os primeiros sons de tambor.
O Leão e o Coelho
O Leão gostava de uma rapariga muito bonita. Decidido a casar, foi falar com os pais dela para obter o consentimento.
Os pais concordaram com o namoro, mas puseram uma condição ao Rei da Selva: que lhes trouxesse dois coelhinhos. O Leão aceitou.
Não tardou o Leão a encontrar o que pretendia - dois daqueles animaizinhos que estavam sós. Meteu-os dentro de um saco e dirigiu-se imediatamente para casa dos futuros sogros.
No caminho encontrou o Coelho, e pediu-lhe o acompanhasse para o ajudar a fazer a entrega do dote. O das grandes orelhas acedeu ao convite. Durante a viagem, o Coelho, animal esperto e muito curioso, resolveu averiguar o que o Rei dos animais levava no saco. Serviu-se então de um truque, fazendo um pedido:
-Senhor Leão, deixe-me ir fazer necessidades.
-Vai lá!
O Coelho aproveitou-se da ocasião e levou o saco consigo. Ficou muito espantado, quando viu os seus dois filhos lá dentro.
Decidiu vingar-se. Tirou os dois coelhinhos e encheu o saco com um enxame de abelhas. Chegados a casa dos futuros sogros do Leão, este disse ao Coelho: -Amigo Coelho, podias sair por um bocado, pois queria tratar de uns assuntos particulares com estes senhores.
-Com certeza, senhor Leão, eu saio, mas não será melhor fechar bem a porta e até amarrá-la para que eu não oiça as vossas importantes conversas?
A sugestão foi bem aceite e o Coelho amarrou, por fora, a porta, com cordas muito fortes. O Rei da Selva, abriu o saco, para que os futuros sogros vissem os dois coelhinhos. As abelhas começaram à ferroada a todos os que se encontravam dentro da casa.
O Coelho regressou ao seu buraco, contente por ter salvo os filhos.
A Lagarta e o Sapo
O Sapo invejava à Lagarta a pele tão brilhante, tão luzidia. Dizia-lhe:
-Como é que tu fazes para andar sempre tão bonita? Não dás uma receita para que a minha pele, que é baça e rugosa, fique como a tua?
A Lagarta prontificou-se:
-Porque não? Ora ouve…
E começou a explicar:
-Deitas azeite numa panela que pões ao lume. Depois…
-Já sei! Já sei! - gritou logo o Sapo, retirando-se aos saltos, sem querer ouvir mais.
Assim que chegou a casa, deitou azeite numa panela, e logo que o azeite começou a ferver - zás! - atirou-se lá para dentro.
Escusado será dizer que a pele do Sapo, em vez de ficar brilhante e bonita como a da lagarta, ficou ainda mais feia do que era, toda cheia de bolhas.
Tudo devido à sua vaidade e impaciência.
A Hiena e a Tartaruga
A Tartaruga estava aflita porque se sentia perseguida pelo fogo do capim que estava a arder. Nisto passa a Hiena, e a Tartaruga pede-lhe:
- Amiga, tenha pena de mim, porque se o fogo me apanhar não sei o que hei-de fazer e não posso andar depressa.
A Hiena riu-se e foi-se embora.
Passado puco tempo chega o leopardo e a Tartaruga apresenta-lhe o mesmo pedido. O Leopardo agarra na Tartaruga, coloca-a no galho duma árvore, e depois de fogo passar veio tirá-la para o chão.
- Agora deixa-me agradecer-te pela bondade que tiveste comigo.
A Tartaruga, com as suas mãos e misturando a cinza com um pouco de água, aproximou-se do Leopardo e disse:
- Tu tens bom coração e também o teu corpo deve andar bonito.
Fez-lhe umas malhas negras em todo o corpo e este ficou bonito.
A Hiena encontrou o Leopardo e, admirada, perguntou:
- Amigo, onde encontraste esse bonito casaco?
O leopardo respondeu-lhe:
- Foi a minha amiga Tartaruga que mo deu.
A Hiena foi então ter com a Tartaruga e pediu-lhe que lhe desse um casaco igual. Como antigamente o Leopardo e a Hiena eram da mesma cor, a Tartaruga começou a dizer:
- Como tu és feia, também o teu casaco deve ser feio.
Com a cinza fez-lhe riscos feios em todo o corpo e a Hiena saiu toda envergonhada.
O Porco e o Milhafre
O Porco e o Milhafre eram dois inseparáveis amigos. O porco invejava as asas do Milhafre e insistia contínuamente com o amigo para que lhe arranjasse umas iguais para voar também.
O Milhafre dispôs-se a fázer-lhe a vontade. Conseguiu arranjar penas de outra ave e, com cera, colou-as nos ombros e nas pernas do seu amigo Porco. Este ficou radiante e começou a voar ao lado do seu amigo Milhafre.
Quis acompanhá-lo até às grandes alturas, mas a cera começou a derreter-se com o calor e as penas foram caindo uma a uma. À medida que as penas se despegavam, ía o porco descendo, contrariado. Quando as penas acabaram de se soltar, o porco caiu e bateu no chão com o focinho. E com tanta força bateu, que este, ficou achatado.
Zangou-se o Porco com o Milhafre dizendo que tinha querido matá-lo, porque grudara mal as asas.
Desde essa ocasião deixou de ser amigo do Milhafre e, quando o vê pairar no alto, dá um grunhido e olha para ele desconfiado. E aqui está a razão porque o Porco tem o focinho achatado e nunca mais quis voar.
Ola queridas amigas, mais algumas postagens da cultura afro.


A HISTORIA DA BONEQUINHA PRETA
(um conto encantador que voce pode fazer uma dramatizaçao com seus alunos, tambem fazer a propria bonequinha com eles.
Era uma vez uma bonequinha preta , que morava em uma linda casa com sua dona Mariazinha . As duas brincavam o tempo todo, e até dormiam juntas quando estavam cansadas.
Todos os outros brinquedos dormiam em outros lugares, pois Mariazinha queria sempre a sua bonequinha junto dela. Mas, o que ela não sabia, era que as bonequinhas não dormem como as meninas, aquele tempo todo, sem ver o mundo aqui fora. Eram diferentes das meninas e meninos de verdade em muitas coisas.
Mesmo assim, ensinava à sua bonequinha preferida tudo o que aprendia com a mamãe: tomar banho, escovar os dentes, trocar roupas limpas, e tudo mais.
Naquele dia, quando foi dormir um pouquinho depois do almoço, explicou direitinho à bonequinha preta que ela não deveria subir sozinha na janela:
- A janela é muito perigosa! A criança pode cair lá fora e nunca mais voltar para casa. Papai disse que precisa ter gente grande perto sempre que a gente quiser ir à janela.
Mariazinha viu que a bonequinha entendeu tudo muito bem, como sempre. Então dormiu sossegada...
A bonequinha preta também começou a dormir mas, ... uma voz diferente, forte e interessante entrava pela janela trazendo uma novidade que ela não conhecia:
- Verdureiro, verdureiro!
O que será isso, pensou a bonequinha,e Mariazinha que sempre sabia tudo, estava dormindo e não podia contar nada sobre verdureiros, que deviam ser seres novos e sensacionais! Ela precisava ver!
Talvez seja isto: um cara todo verde!
Ou quem sabe isto: alguém saindo assim do verde.
Também podia ser um destes: nunca tinha visto um.
- Verdureiro, verdureiro!
Ir ou não ir só um pouquinho na janela? A dúvida passou rapidinho e logo ela já estava lá, tentando olhar tudo. Ela não queria cair, mas estava difícil ver. Subiu só mais um tantinho e tibum!caiu lá embaixo!
Por sorte, o verdureiro estava passando bem na hora, e a caiu em cima das verduras fofinhas de seu grande cesto. Ela era tão levinha que ele nem percebeu e continuou andando pelas calçadas com seu canto:
- Verdureiro, verdureiro!
Passou por várias ruas onde a bonequinha preta nunca tinha ido, e la foi ela cada vez mais longe...
Então o verdureiro decidiu voltar para casa, pois já era tarde. Entrou pela garagem escura, sem ver a assustada bonequinha que estava ali. E subiu as escadas para chegar em casa, largando o cesto no chão.
A bonequinha preta começou a chorar, de tanto medo que estava daquele lugar estranho e escuro. Cair da janela assim tinha sido uma grande besteira, e Mariazinha não ia gostar nada de ter sido desobedecida. Então chorou e chorou mais ainda, sem nenhum consolo...
Nenhum?
Um gatinho que ia passando por ali ouviu aquele choro tão doído e ficou com muita pena da boneca. Tentou fazer gracinhas para ela sorrir, mas não deu certo.
- Então, o que posso fazer por você?
- Não sei, eu fui olhar só um pouquinho na janela, sem saber, e cai da janela, agora estou perdida!
- Talvez eu possa ajudar. Os gatos passeiam pela noite, e se você me contar como é sua casa, talvez eu a encontre.
- É uma linda branca, com janelas azuis, e uma dentro, que deve estar muito triste agora.
E assim, os dois sairam pelas ruas à noite, procurando a casa certa. Procurou, procurou e...
Encontrou aquela linda branca, com janelas azuis, e uma linda menina que chorava muito.
-Vamos lá buscar sua bonequinha preta que caiu no cesto do verdureiro!
E lá foram os dois.
Quando chegaram, foi aquele abraço! Toda a choradeira passou e as duas se prometeram nunca mais se separar. Voltaram juntas para casa mas, na hora de se despedir do gatinho , ficaram com tanta pena, que o convidaram para morar com elas na linda casa branca . Ele gostou muito da idéia.
Assim, a história acaba com todos felizes, merecendo no fim um ponto de alegria bem grande!

CULTURA AFRO BRASILEIRA
Algumas obras de arte que podemos fazer uma releitura .
tente com seus alunos eu estou fazendo com os meus e eles estao amando.





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